A Meta anunciou uma mudança estratégica e decidiu manter, ao menos temporariamente, o funcionamento do Horizon Worlds VR em seus dispositivos Quest. A reviravolta ocorre pouco tempo após a empresa confirmar o encerramento da plataforma. Segundo informações transmitidas pela Band, a companhia havia estabelecido inicialmente, em 17 de março, que o acesso seria desativado em 15 de junho. Contudo, em menos de 24 horas, a liderança da empresa voltou atrás na decisão.
O diretor de tecnologia (CTO) da Meta, Andrew Bosworth, utilizou sua conta no Instagram para esclarecer que o serviço continuará operando em realidade virtual por tempo indeterminado. A motivação para o recuo teria sido a pressão direta de usuários e entusiastas, que expressaram preocupação com a perda de acesso a jogos e conteúdos já estabelecidos dentro do ambiente virtual.
Mudanças no desenvolvimento e suporte
Embora a plataforma permaneça ativa nos headsets Quest, a Meta implementará mudanças significativas em sua operação. Ficou determinado que não haverá a inclusão de novos títulos ou jogos inéditos na versão VR do Horizon Worlds. O foco principal da equipe de desenvolvimento foi oficialmente deslocado para o aplicativo móvel, lançado em 2023, e para o novo Horizon Engine.
Na prática, os jogos que já fazem parte do catálogo em VR continuarão acessíveis. O motor gráfico Horizon Unity será mantido exclusivamente para garantir o suporte atual em realidade virtual, enquanto os novos investimentos em criação e consumo serão concentrados na experiência mobile.
Posicionamento da diretoria
Andrew Bosworth rebateu críticas sobre o possível declínio do projeto, afirmando que houve interpretações equivocadas sobre os planos da gigante de tecnologia. O executivo declarou que o distanciamento gradual de certas funções em VR não significa o fim do Horizon. Ele reforçou que a Meta continua trabalhando no desenvolvimento das próximas duas gerações de hardware de realidade virtual.
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O CTO também defendeu que o conceito de metaverso abrange experiências além da VR, incluindo realidade aumentada (AR) e dispositivos móveis. Para Bosworth, o metaverso é frequentemente mal interpretado e exemplificou que o uso cotidiano de smartphones já representa uma forma de transporte para espaços digitais.
Cenário de reestruturação interna
A decisão de manter o Horizon Worlds em VR ocorre em um momento de cortes e mudanças de prioridade na Meta. No início de 2026, a empresa realizou o desligamento de mais de 1.000 funcionários vinculados à sua divisão de metaverso e encerrou as atividades de três estúdios especializados em realidade virtual. O movimento reflete uma aceleração nos investimentos voltados para a inteligência artificial, área que passou a ser o pilar central da companhia.
Historicamente, o Horizon Worlds enfrenta dificuldades para expandir sua base de usuários. Com um público ativo mensal estimado em centenas de milhares de pessoas, a plataforma apresenta números significativamente inferiores aos de concorrentes como o Roblox, que detém mais de 100 milhões de usuários diários. A priorização do aplicativo Meta Horizon para dispositivos móveis é vista como uma tentativa de reverter esse cenário e atrair uma audiência mais ampla e diversificada.
Com informações de Mundoconectado



