Amanda Graciano formaliza Trama para orientar empresas na adoção estratégica de inteligência artificial
A executiva Amanda Graciano, conhecida por mais de dez anos de atuação em inovação, estratégia e tecnologia, anunciou a consolidação da Trama como sua principal atividade empresarial. A consultoria, cujo CNPJ já existia, foi estruturada em 2024 para auxiliar companhias de diferentes portes na integração de inteligência artificial (IA), cultura digital e impacto social em seus processos.
A decisão de transformar o antigo projeto paralelo em negócio central ocorreu após experiências que, segundo Amanda, evidenciaram a necessidade de um modelo flexível para acompanhar a velocidade das mudanças tecnológicas. Entre essas vivências estão sua participação em agendas da Organização das Nações Unidas, como conselheira do Pacto Global, e uma imersão no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Essas atividades reforçaram a percepção de que empresas precisam de suporte para implementar soluções de IA de maneira consistente e alinhada à estratégia organizacional.
A Trama se apresenta como um ecossistema de soluções estratégicas voltado, sobretudo, a empresas em crescimento, em processo de reinvenção ou que buscam adequar operações a um cenário cada vez mais complexo. O nome escolhido, diz Amanda, remete à ideia de entrelaçar cultura, estratégia e tecnologia, componentes que são ordenados de acordo com a prioridade de cada projeto.
O novo negócio atua com pequenas, médias e grandes corporações. Entre os serviços, estão mapeamento de oportunidades para uso de IA, desenho de recomendações, organização de processos internos e desenvolvimento de novos produtos baseados em tecnologia. A fundadora não divulga número de clientes, mas confirma que a carteira atual inclui projetos em diferentes setores e regiões.
Para dar conta da demanda, a Trama adota um modelo associativo: além de Amanda, a estrutura fixa reúne um desenvolvedor e um especialista em negócios. Conformes as necessidades de cada contrato, profissionais de diversas áreas são acionados de forma pontual, permitindo ampliar a capacidade de atendimento sem perder agilidade. O formato, segundo a executiva, também facilita a adaptação a legislações locais, políticas de compliance e particularidades setoriais.
Amanda observa que lideranças brasileiras e latino-americanas já se mobilizam diante dos avanços da IA, mas ainda enfrentam desafios para capturar valor no médio e longo prazos. Ela destaca que o país tem recebido investimentos em data centers, o que amplia a infraestrutura para aplicações de IA, porém gera custos que precisam ser equilibrados. Nesse contexto, a Trama aposta em capacitar executivos sob a ótica de gestão e estratégia, e não apenas no aspecto técnico, para que empresas alcancem resultados concretos.
Em paralelo aos serviços de consultoria, a empresa colabora com duas organizações no desenvolvimento de produtos baseados em IA, previstos para lançamento em breve. A expectativa para o segundo semestre de 2025 é manter o foco em projetos complexos para grandes companhias, atuando como parceiro na condução de iniciativas estruturantes. Para pequenas e médias empresas, a Trama oferece produtos de prateleira voltados a demandas recorrentes, com objetivo de simplificar sistemas em um ambiente de crescente complexidade.
A executiva compara a IA à energia elétrica: um recurso invisível que, uma vez incorporado, transforma a forma de viver e trabalhar. Segundo ela, o mercado deve ver até o fim do ano um número maior de empresas apresentando resultados mensuráveis originados por soluções de IA. Nesse cenário, a Trama pretende ocupar espaço relevante na arquitetura da chamada nova economia, contribuindo para que organizações amadureçam estratégias, mitiguem riscos e impulsionem impacto positivo associado ao uso responsável de tecnologia.

