Bateria térmica chinesa avança e reforça defesa espacial
Bateria térmica chinesa avança e reforça defesa espacial
Bateria térmica chinesa avança e reforça defesa espacial – na última quarta-feira (29 de outubro), pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências anunciaram uma bateria térmica de alto desempenho capaz de operar a 350 °C a 550 °C sem dissolver materiais essenciais. A descoberta, publicada em janeiro de 2025 na revista Advanced Science, promete aplicações em mísseis, foguetes e sistemas de emergência.
Como funcionam as baterias térmicas
As baterias térmicas usam sais fundidos como eletrólito para gerar energia em temperaturas extremas. Essa tecnologia se diferencia das baterias de lítio tradicionais, que falham acima de 100 °C e produzem riscos de segurança.
Com tempo de inatividade de vários anos e ativação por ignição de pastilha de ferro e perclorato de potássio, essas células são ideais para operações críticas. Relatório da BloombergNEF aponta que o mercado global de armazenamento de energia pode chegar a US$ 500 bilhões até 2030.
Solução para o efeito shuttle
O principal obstáculo é o “efeito shuttle”, em que íons ativos do cátodo se dissolvem no eletrólito fundido, reduzindo a capacidade e danificando a estrutura interna. Isso limita a vida útil das baterias térmicas em aplicações de alta energia.
Para conter a dissolução, a equipe criou um revestimento de carbono baseado em estruturas orgânicas covalentes (COFs) ao redor de partículas de fluoreto de cobalto (CoF₂). Os canais de 0,54 nm permitem a passagem seletiva de íons benéficos, bloqueando trajetórias de dissolução nocivas.
Potencial militar e espacial
O novo material amplia a densidade de energia e a durabilidade das baterias térmicas, essenciais em ambientes sem manutenção. Equipamentos aeroespaciais e poços de perfuração profunda também se beneficiam dessa estabilidade em temperaturas acima de 350 °C.
Imagem: Divulgação
O mercado militar dessas baterias está projetado para alcançar US$ 274,2 milhões até 2033, valor que pode aumentar com aprimoramentos de desempenho. Sistemas de defesa com tensões geopolíticas elevadas ganham vantagem estratégica ao contar com fonte energética pronta para disparo após anos de inatividade.
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