Fundo GPx busca mais de US$ 500 milhões e conta com participação expressiva de Peter Thiel
O ex-sócio do Founders Fund, Brian Singerman, e o cofundador da Quiet Capital, Lee Linden, estão estruturando o GPx, novo veículo de investimento que pretende captar mais de US$ 500 milhões, segundo fontes próximas à operação.
Até metade desse montante deverá ser aportada por Peter Thiel, cofundador do Founders Fund, de acordo com as mesmas pessoas.
Estratégia em duas frentes
O GPx adotará um modelo híbrido. Cerca de 20% do capital será aplicado em fundos geridos por investidores iniciantes que atuam em rodadas de pré-seed e seed. O restante será destinado a coinvestimentos em estágios mais avançados — principalmente Série B — nas empresas de maior destaque desses gestores emergentes.
A abordagem mistura investimento direto com características de fund-of-funds, prática menos comum entre firmas de venture capital e que, tradicionalmente, incorpora duas camadas de taxas: a do fundo principal e a dos gestores subjacentes.
Oportunidade para gestores de primeira viagem
Fundos menores costumam enfrentar dificuldades para exercer direitos de pró-rata em rodadas posteriores por limitações de tamanho. Ao aportar recursos no GPx, esses gestores ganham possibilidade de manter ou ampliar participação em startups promissoras, sem recorrer a veículos de propósito específico que demandam tempo e podem fazê-los perder espaço em disputadas captações.
A captação de fundos de fundos atingiu o menor nível em 16 anos, segundo dados da PitchBook. Ainda assim, Singerman e Linden apostam que reputação, rede de contatos e o formato parcialmente híbrido serão suficientes para atrair investidores institucionais.
Os executivos não comentaram o plano de captação.

