Intel corta fábricas na Alemanha e Polónia e adia investimento de 28 mil milhões nos EUA

Intel confirmou, no relatório de resultados do segundo trimestre, a suspensão definitiva de projetos na Europa e um novo adiamento da futura unidade de produção no Ohio, estimada em 28 mil milhões de dólares.

Projetos europeus cancelados

A empresa desistiu de duas iniciativas anunciadas em 2024: uma fábrica de chips na Alemanha e uma instalação de montagem e testes na Polónia. Ambos os empreendimentos estavam parados desde o ano passado e não avançarão, segundo a atualização divulgada.

Reorganização da capacidade global

Além dos cancelamentos, a Intel vai concentrar as operações de teste atualmente repartidas pelo mundo. A unidade da Costa Rica será integrada nos centros já existentes no Vietname e na Malásia. O diretor-executivo Lip-Bu Tan justificou as medidas afirmando que «o investimento em capacidade excedeu a procura» e que a rede fabril «se tornou desnecessariamente fragmentada».

Megafábrica no Ohio sofre novo atraso

O complexo industrial do Ohio, anunciado para 2025 e já adiado uma vez este ano, volta a deslizar no calendário. A empresa não indicou nova data para o arranque das operações, limitando-se a referir que o avanço dependerá de «compromissos de volume» e de metas de investimento claras.

Corte de pessoal e simplificação da estrutura

No mesmo relatório, a Intel informou ter reduzido o efetivo em cerca de 15 % e prevê terminar 2025 com 75 000 trabalhadores. Segundo Tan, metade dos níveis de gestão foi eliminada. Em junho, um memorando interno já antecipava dispensa de 15 % a 20 % dos colaboradores da divisão Intel Foundry.

Tan assumiu a liderança a 12 de março e, desde então, tem apostado na venda de unidades não essenciais e na consolidação de operações para «aumentar a responsabilização em todos os níveis» e cortar custos.