Fontes ligadas ao setor de inteligência artificial afirmam que a Meta confirmou a contratação de Jason Wei, pesquisador da OpenAI, para o recém-criado Superintelligence Lab. De acordo com esses relatos, Hyung Won Chung, também vinculado à OpenAI, negocia para seguir o mesmo caminho, ampliando a lista de especialistas recrutados pela companhia de Mark Zuckerberg na corrida pelo desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial geral (AGI).
As informações indicam que os perfis internos de Slack mantidos por Wei e Chung na OpenAI foram desativados recentemente, sinalizando a iminente mudança de ambas as partes para a Meta. Caso a dupla seja oficialmente incorporada, a empresa somará mais dois nomes de peso ao time que busca avançar pesquisas em modelos de “superinteligência”.
Segundo pessoas a par das movimentações, Wei era responsável por estudos focados no modelo “o3” da OpenAI e em pesquisas classificadas como “deep research”. Antes de ingressar na criadora do ChatGPT, o pesquisador atuou no Google em trabalhos sobre chain-of-thought, técnica voltada ao aprimoramento do raciocínio de modelos de linguagem. O interesse da Meta estaria justamente nessa experiência ligada à capacidade de argumentação e explicação de sistemas de IA.
Chung, que trabalhou com Wei no Google, concentrou-se no modelo “o1” da OpenAI e em investigações voltadas a raciocínio e agentes autônomos. A sobreposição de projetos entre os dois profissionais teria fortalecido sua colaboração e pode ser vista como um fator decisivo para que a Meta tentasse contratá-los em conjunto, preservando a sinergia já estabelecida em pesquisas anteriores.
A estratégia de absorver equipes inteiras ou grupos que mantêm proximidade operacional não é nova dentro da Meta. Pessoas familiarizadas com a política interna afirmam que Zuckerberg prioriza times que já apresentam histórico de cooperação, acelerando a integração e reduzindo curvas de aprendizado em projetos complexos. Nesse contexto, a possibilidade de contar simultaneamente com Wei e Chung se encaixa nos esforços da empresa para encurtar distâncias frente a concorrentes no campo da AGI.
Para atrair talentos, a Meta tem oferecido pacotes de remuneração considerados “expressivos” por executivos do segmento, mesclando salários elevados, bônus por performance e participação acionária. A agressividade da abordagem reflete a avaliação de que a próxima geração de modelos poderá redefinir setores inteiros, tornando decisiva a aquisição de pesquisadores com histórico comprovado em avanços de larga escala.
Desde o anúncio da criação do Superintelligence Lab, a Meta intensificou contratações em áreas como alinhamento de modelos, segurança, eficiência computacional e escalabilidade de infraestrutura. O laboratório, descrito internamente como um esforço de longo prazo, tem a missão de desenvolver sistemas capazes de raciocinar, planejar e agir de maneira próxima ou superior à capacidade humana em tarefas gerais.
Embora o ingresso de Wei esteja dado como certo, fontes ressaltam que a transferência de Chung ainda depende do encerramento de etapas formais, a exemplo de acordos de confidencialidade e adequação a cláusulas contratuais pré-existentes. Ainda assim, observadores do setor consideram provável a chegada dos dois pesquisadores, já que ambos teriam sido abordados simultaneamente e mantêm trajetória profissional alinhada.
Nem a Meta nem a OpenAI comentaram publicamente as movimentações. Pessoas próximas às negociações afirmam que anunciamentos oficiais só ocorrerão após a conclusão dos últimos detalhes contratuais, prática comum em transições que envolvem dados sensíveis de pesquisa.
Com a possível dupla contratação, a Meta reforça sua estratégia de posicionar o Superintelligence Lab como núcleo central de suas ambições em AGI. A entrada de especialistas com experiência abrangente em modelos de grande porte pode acelerar experimentos voltados a sistemas de raciocínio avançado, uma área em que concorrentes como OpenAI, Google DeepMind e Anthropic também disputam protagonismo.
Enquanto os acordos finais não são divulgados, a movimentação adiciona pressão sobre o mercado de talentos em IA, já marcado por remunerações crescentes e disputas entre grandes empresas de tecnologia por pesquisadores considerados cruciais para a próxima etapa de evolução dos modelos generativos.




