Sam Altman alerta: conversas com ChatGPT não têm sigilo legal

Sam Altman, diretor-executivo da OpenAI, advertiu que as interações com o ChatGPT não são protegidas por qualquer privilégio de confidencialidade equiparável ao existente entre médico e paciente ou advogado e cliente. A observação foi feita durante o podcast “This Past Weekend w/ Theo Von”, onde o executivo reconheceu que o setor de inteligência artificial ainda carece de um enquadramento jurídico que salvaguarde a privacidade dos utilizadores.

Alerta sobre partilha de dados pessoais

De acordo com Altman, muitos utilizadores — sobretudo jovens — recorrem ao chatbot como terapeuta ou orientador, partilhando detalhes íntimos de relacionamentos e saúde mental. Caso essas conversas sejam requisitadas em tribunal, a OpenAI seria legalmente obrigada a disponibilizá-las, pois não existe hoje confidencialidade específica para interações com IA.

Disputa judicial amplia preocupação

A questão ganhou relevo porque a OpenAI contesta uma ordem judicial, no âmbito do processo com o The New York Times, que exigiria a conservação de chats de centenas de milhões de utilizadores, excluindo clientes empresariais. A empresa considera a exigência excessiva e teme que crie precedentes para novas solicitações de dados por parte de autoridades ou em ações de descoberta jurídica.

Impacto potencial na adoção da tecnologia

Altman admitiu que a ausência de garantias legais pode travar a adoção de chatbots em áreas sensíveis. O executivo defende a criação de legislação que estenda às conversas com IA o mesmo sigilo aplicado a profissionais de saúde e direito, reforçando que os utilizadores devem avaliar cuidadosamente a informação que partilham enquanto tal proteção não existir.