SKY e DIRECTV ampliam parceria com Amazon para oferecer internet Leo ao setor corporativo

A SKY Brasil e a DIRECTV Latin America anunciaram uma expansão significativa em sua cooperação estratégica com a Amazon. O novo acordo prevê a oferta do serviço de banda larga via satélite Amazon Leo para o segmento corporativo em nove países da América do Sul. A iniciativa abrange operações no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Peru, Equador, Paraguai e Bolívia, com a transmissão das informações sobre o setor sendo acompanhada pela Band.

O foco da parceria é atingir um mercado potencial estimado em 15 milhões de empresas na região. Anteriormente, o contrato entre as companhias já previa o atendimento ao público residencial, mas agora a prioridade se estende a organizações de pequeno, médio e grande porte. A holding Waiken, que controla a SKY Brasil e a DIRECTV Latin America, reforça que a medida visa suprir a carência de conectividade de alta qualidade em locais onde a infraestrutura terrestre de telecomunicações é insuficiente ou inexistente.

Tecnologia de órbita baixa e desempenho

O diferencial do sistema Amazon Leo reside no uso de satélites em órbita terrestre baixa (LEO, na sigla em inglês). De acordo com Guillermo Vázquez, Diretor de Alianças Estratégicas das operadoras envolvidas, essa tecnologia permite uma latência consideravelmente menor e uma largura de banda superior quando comparada aos satélites geoestacionários tradicionais. Na prática, isso possibilita a execução de tarefas que demandam respostas imediatas, como o monitoramento de ativos, telemetria e operações remotas.

A solução também foi projetada para suportar arquiteturas de rede híbridas, integrando links de satélite a sistemas terrestres já existentes. Para atender às variadas demandas do mercado, as empresas disponibilizarão três modelos distintos de antenas: Leo Nano, Leo Pro e Leo Ultra. O modelo mais potente, a Leo Ultra, é capaz de atingir velocidades de download de até 1 Gbps e upload de 400 Mbps, sendo indicada para cargas de trabalho intensas, como automação industrial complexa e processamento de vídeo de alta resolução.

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Imagem: Divulgação

Setores estratégicos e cronograma de expansão

A conectividade via satélite de órbita baixa é vista como um motor para a digitalização de áreas afastadas dos centros urbanos. Entre os setores com maior expectativa de adesão estão o agronegócio, para o uso de Internet das Coisas (IoT) e fazendas conectadas; o setor de energia, com foco em exploração e distribuição em regiões isoladas; além de mineração, logística e infraestrutura.

Atualmente, a constelação da Amazon já ultrapassa a marca de 200 satélites em operação. O planejamento para 2026 inclui mais de 20 lançamentos adicionais para reforçar a cobertura global. O serviço iniciou uma fase de testes com clientes corporativos selecionados no final de 2025 e a expectativa é que a disponibilidade comercial ganhe escala de forma gradual, acompanhando o crescimento da infraestrutura orbital da empresa.

Com informações de Mundoconectado