A gestora de capital de risco SOSV anunciou um plano para financiar mais de 25 startups dedicadas a tecnologias de plasma nos próximos cinco anos, reforçando a convicção de que esse estado da matéria pode revolucionar setores como energia, semicondutores e aeroespacial.
Novo laboratório e parcerias estratégicas
Para acelerar o ecossistema, a empresa vai inaugurar um novo espaço Hax em parceria com a Autoridade de Desenvolvimento Económico de Nova Jérsia e com o Princeton Plasma Physics Laboratory, pertencente ao Departamento de Energia dos Estados Unidos. O objetivo é fornecer infraestrutura e mentoria a projetos em fase inicial que explorem aplicações de plasma.
Potencial além da fusão nuclear
Embora a fusão seja a aplicação mais evidente — ao comprimir combustível até formar um plasma denso capaz de produzir energia através da junção de átomos — a SOSV destaca oportunidades em vários ramos industriais. Entre elas estão:
• Semicondutores: novos materiais e processos de fabrico que utilizam plasma.
• Centros de dados e energia eólica: atuadores de plasma que arrefecem chips e otimizam o fluxo de ar sobre pás de turbinas.
• Propulsão espacial: propulsores de plasma mais eficientes do que os tradicionais.
• Química verde: produção de amoníaco ou combustíveis a partir de CO₂ com menor pegada ambiental.
Investimentos iniciais já em curso
A SOSV confirmou participação em duas empresas emergentes, incluindo a Yplasma, que desenvolve soluções de refrigeração para processadores e gestão aerodinâmica para turbinas eólicas. Segundo Duncan Turner, sócio-geral da firma, “o número de ideias por explorar é enorme” e podem existir “centenas de empresas” prontas a aplicar plasma de formas inéditas.
Com recursos adicionais, infraestrutura dedicada e uma rede de parceiros académicos, a SOSV pretende posicionar-se na vanguarda de um mercado que, segundo a própria, tem potencial para transformar desde a produção de chips até a propulsão de naves espaciais.



